Ucrânia pede que ONU intervenha

Apelo tenta evitar avanço dos separatistas no Leste do país

Por O Dia

Ucrânia - O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, pediu ontem a participação da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive com o envio de uma força de paz, para tentar fazer valer o acordo de cessar-fogo acertado com a Rússia e com grupos separatistas. O apelo foi feito no momento em que grupos separatistas avançam no Leste do país, expulsando soldados ucranianos.

Além disso, ele manteve contatos com os presidentes da Rússia e da França, Vladimir Putin e Françoise Hollande, e com a primeira-ministro da Alemanha, Angela Merkel, para rediscutir o cessar-fogo, que deveria ter entrado em vigor no domingo. Na teleconferência, o presidente ucraniano informou que 35 de seus soldados foram mortos e 90 presos pelos separatistas. Outros 82 estão desaparecidos.

Ele acusou a Rússia de enviar forças paramilitares para reforçar a ação dos separatistas na cidade de Debaltseve, de onde a Ucrânia retirou suas tropas e está sob controle dos invasores. Poroshenko exigiu a libertação dos militares presos e a retirada dos separatistas.

Apesar de as batalhas e o avanço dos separatistas continuarem, os quatro chefes de Estado divulgaram memorando em que reforçam o desejo de um cessar-fogo.

Rússia garante gás a invasores

O governo da Rússia iniciou ontem o envio de gás a cidades da Ucrânia controladas por separatistas. A remessa, decidida porque governo ucraniano suspendeu o fornecimento, não será cobrada.

Ontem, o coronel Steve Warren, porta-voz do Pentágono dos Estados Unidos, acusou os russos de fornecerem também armas, incluindo equipamentos pesados, aos separatistas. Segundo ele, forças da Rússia estão apoiando os rebeldes nas regiões controladas por eles.

Segundo os americanos, depois de expulsarem o Exército ucraniano de Debaltseve, os separatistas iniciaram ataques a Mariupol. A cidade já estaria cercada pelas tropas.

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