Oposição acusa Venezuela de torturar suspeito de golpe

Advogado diz que militar que denunciou prefeito foi maltratado

Por O Dia

Venezuela - O advogado Omar Estacio, que defende o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, preso na sexta-feira sob suspeita de conspirar contra o presidente Nicolas Maduro, acusou nesta segunda o governo de torturar opositores. Segundo ele, a denúncia contra o prefeito foi feita por um militar, também acusado de conspiração, durante uma sessão de tortura.

Estacio afirmou que vai apresentar hoje um recurso pedindo a libertação de Ledezma. Segundo o advogado, a prisão foi ilegal porque não há nenhum fundamento jurídico ou prova de que o prefeito participasse de qualquer conspiração.

Mitzy Ledezma (segunda da direita para a esquerda) participa de protesto contra a prisão do marido Efe

Os promotores Katherine Harington, Yeison Moreno e José Orta acusaram Ledezma de, “presumidamente, praticar os crimes de conspiração e associação” para cometer crimes e determinar sua imediata prisão. Nesta segunda-feira, políticos do ABP, principal partido de oposição a Maduro, fizeram manifestação na porta da prisão Ramo Verde, onde Antonio Ledezma está preso. Eles reclamavam por ter sido impedido de ter contato com o político. No sábado, a mulher de Ledezma, Mitzy Capriles de Ledezma, também não conseguiu visitar o marido.

Ainda nesta segunda, o jornal ‘El Nacional’, de Caracas, publicou carta atribuída a Antonio Ledezma em que ele convoca a população venezuelana a ir às ruas protestar contra Nicolas Maduro. Ele propõe ainda que a Mesa da Unidade Democrática (MUD), que reúne todos os partidos de oposição, inicie uma campanha pela renúncia do presidente da República.

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