Por felipe.martins
Publicado 17/03/2015 02:52 | Atualizado 17/03/2015 02:52

Afeganistão - A organização terrorista Estado Islâmico (EI) perdeu um de seus líderes, num combate no Afeganistão. Segundo o Ministério da Defesa do país, um ataque aéreo matou nesta segunda-feira Hafiz Waheed, que seria comandante afegão do grupo extremista, e mais nove de seus integrantes. No total, pelo menos 63 insurgentes foram mortos desde domingo em ações lançadas pelas forças de segurança afegãs em vários pontos. Dois soldados também morreram. Ainda ontem, na mesma província, um atentado suicida matou quatro pessoas (dois policiais e dois civis) perto de posto de controle policial.

“Waheed morreu em um bombardeio da aviação afegã no distrito de Sangin, na província de Helmand. Ele dirigia um grupo do EI em Helmand desde a morte de seu tio, Abdul Rauf Jadim”, afirmou o chefe de estado maior da província de Helmand, Zamin Ali. O mulá Jadim havia sido morto por um disparado feito por um drone (avião não tripulado) da Otan no início de fevereiro.

Soldados das forças iraquianas disparam contra alvos do grupo extremista nas redondezas de Tikrit Reuters

O avanço do EI na conquista de territórios na Síria e no Iraque, desde junho, inclui extrema violência, com decapitações e fuzilamentos. Na cidade de Tikrit, no Iraque, uma das que foram tomadas pelo EI, o mausoléu do ex-líder iraquiano Saddam Husseim foi quase totalmente destruído pelos confrontos entre as forças do país e terroristas. O corpo do ex-ditador, porém, não estava no local. A população sunita da região retirou os restos mortais da tumba em 2014 e os levou para um local secreto. Há duas semanas, o governo tenta retomar das mãos do EI o controle de Tikrit, cidade-natal de Saddam. Ontem, autoridades informaram que serão necessários mais ataques aéreos para expulsar os extremistas, que colocaram explosivos pela cidade e ainda controlam os distritos centrais.

Tortura após tentativas de fuga

O jornalista americano James Foley, executado em agosto de 2014 pelo EI, poderia ter escapado, mas não quis abandonar um colega britânico, relatou um ex-refém do grupo, o repórter espanhol Javier Espinosa ao jornal ‘El Mundo’. Foley e o britânico John Cantlie tentaram fugir duas vezes. “Na segunda vez, o jornalista americano demonstrou sua enorme profundidade como pessoa. Depois de conseguir fugir do quarto onde estavam prisioneiros, ele desistiu porque o colega foi pego. Foley poderia ter tentado fugir sozinho, mas preferiu se entregar”, escreveu o espanhol. A tentativa de fuga do local que Espinosa classifica de ‘Guantánamo islamita’, um edifício em um complexo industrial na Síria, gerou torturas e espancamentos frequentes.


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