Morre a mulher que apunhalou Martin Luther King em 1958

Um dia antes de seu assassinato, o líder dos direitos civis fez referência à punhalada que tinha recebido dez anos antes

Por O Dia

Estados Unidos - A mulher que há meio século tentou assassinar o líder dos direitos civis nos Estados Unidos, Martin Luther King, morreu em Nova York, informaram nesta terça-feira os meios de comunicação locais. A afro-americana Izola Ware Curry morreu em 7 de março, aos 98 anos de idade, em uma residência para idosos no condado de Queens, detalhou o jornal "Daily News".

Em 20 de setembro de 1958, Izola deu uma punhalada no peito do líder dos direitos civis com um abridor de cartas de aço durante um ato no bairro do Harlem. O reverendo, que estava assinando exemplares de seu primeiro livro "Stride Toward Freedom: the Montgomery Story", foi levado ao hospital e recebeu alta dias depois. King, que conseguiu sobreviver de forma milagrosa a essa tentativa de assassinato, faleceu dez anos mais tarde em Memphis após receber vários disparos por James Earl Ray.

Martin Luther King e outros líderes da luta pelos Direitos Civis nos anos de 1950Reuters

Um dia antes de seu assassinato, o líder dos direitos civis pronunciou seu último discurso no qual fez referência à punhalada que tinha recebido dez anos antes. "No dia seguinte saiu no 'The New York Times' que se eu tivesse espirrado teria morrido", chegou a dizer King nas suas últimas palavras em público.

Após a tentativa de assassinato, Izola Ware Curry foi internada em um hospital para criminosos com problemas psicológicos nos arredores de Nova York e ao ficar em liberdade, viveu em várias residências para idosos. Segundo o relatório psiquiátrico após sua detenção, a mulher sofria com "delírios e paranoia" e achava que a Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP) seguia seus movimentos.

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