Por felipe.martins

Berlim - ?Andreas Lubitz, o copiloto suspeito de deliberadamente derrubar um avião de passageiros nos Alpes franceses semana passada, havia dito à sua ex-noiva, identificada apenas como Maria W., que estava planejando um gesto espetacular e que um dia todos se lembrariam de seu nome, publicou neste sábado o jornal alemão ‘Bild’. Ela também contou que ele estava sob tratamento psiquiátrico.

“Quando ouvi sobre o acidente, me lembrei de uma frase que ele disse”, afirmou a comissária de bordo de 26 anos, em entrevista ao ‘Bild’. “Um dia eu vou fazer algo que vai mudar o sistema, e então todo mundo vai saber meu nome e lembrar-se dele. Eu não sabia o que ele queria dizer com isso na época, mas agora é óbvio”, emendou ela, que informou ter tido um relacionamento com Lubitz em 2014.

Integrantes da Cruz Vermelha francesa e polícia diante da placa memorial para as vítimas%3A consternaçãoEfe

Segundo promotores franceses, o copiloto se trancou sozinho na cabine do Airbus da Germanwings, terça-feira, e o conduziu em direção a uma montanha, matando todas as 150 pessoas a bordo. Na entrevista, ela também ressaltou que os problemas médicos prejudicaram Lubitz. “Mas ele nunca falou muito sobre sua doença, só que estava sob tratamento psiquiátrico”, disse ela. Maria contou ao jornal que o copiloto reclamava das condições de trabalho. “Nós sempre conversamos muito sobre o trabalho e, em seguida, ele se tornou uma pessoa diferente. Ele tornou-se preocupado com as condições sob as quais trabalhávamos: pouco dinheiro, medo de perder o contrato, muita pressão”.

Também neste sábado, o jornal ‘New York Times’ revelou que o copiloto tinha problemas de visão, que poderiam comprometer a sua carreira. Em entrevista, um membro de um clube de planadores de uma localidade que fica perto da área do desastre contou que Andreas Lubitz conhecia bem a região. Segundo o prefeito da cidade francesa de Prads-Haute-Bléone, Bernard Bartolini, o pai do copiloto está “completamente arrasado”.

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