Procurador que foi feito refém por grupo radical da Turquia morre no hospital

Refém era o procurador Mehmet Selim Kiraz, que investigava a morte de um jovem de 14 anos durante a revolta anti-governo

Por O Dia

Turquia - Um procurador foi feito refém por indivíduos de um grupo armado de extrema esquerda que invadiram, nesta terça-feira, o Palácio de Justiça Caglayan, em Istambul, na Turquia, informou o jornal "Hürriyet". Segundo o diário, o procurador Mehmet Selim Kiraz, que investigava a morte de uma vítima das manifestações do parque Gezi pelo impacto de uma bomba de gás lacrimogêneo, foi ferido durante troca de tiros e morreu no hospital.

Procurador é feito refém por grupo radical de esquerda na TurquiaReprodução Twitter

Uma imagem com um homem armado apontando para a cabeça do promotor foi divulgada nas redes sociais. Atrás dos dois pode ser vista na parede uma bandeira do Partido-Frente de Libertação Popular Grupo Marxista Revolucionário (DHKP-C). A imprensa turca disse que testemunhas escutaram disparos no edifício. A polícia enviou agentes de sua unidade de elite para os arredores do edifício.

Istambul se encontra paralisada devido a um grande blecaute de energia de causas desconhecidas em todo o país, o que aumenta a confusão em torno do que está ocorrendo. Um comunicado divulgado em um site próximo ao grupo armado diz que os sequestradores exigiram que as autoridades cumprissem com várias reivindicações, caso contrário matariam o promotor. Entre as exigências, pedem uma confissão ao vivo dos policiais suspeitos de matar o menor durante as manifestações.

Policiais da Turquia cercaram o prédio onde o procurador foi feito refém pelo grupo radical de esquerdaEfe

Além disso, exigiram que as autoridades assegurassem uma saída segura dos sequestradores do Palácio da Justiça. Fontes da promotoria afirmaram para o jornal "Hürriyet" que foram realizadas negociações entre o grupo de sequestradores e a polícia "através de um mediador que eles escolheram".

Berkan Elvan, de 14 anos, foi atingido na cabeça em junho de 2013 quando ia comprar pão, ficou em coma por nove meses e morreu em março de 2014, o que gerou uma onda de indignação na Turquia. 

Pelo menos três supostos sequestradores do grupo terrorista foram mortos pela polícia da Turquia. O promotor ficou ferido e foi levado a um hospital, informou o site do jornal "Sabah"


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