Por victor.duarte

Itália - O papa Francisco chegou ao Coliseu de Roma para presidir a tradicional Via Crucis de Sexta-Feira Santa, que este ano será protagonizada por doentes, várias famílias e pessoas procedentes de áreas de conflito. O pontífice vai participar desde a colina do Palatino até o percurso da cruz, que será transportada por várias pessoas desde o anfiteatro Flavio, o Coliseu.

A cruz vai parar em 14 estações e seu percurso será acompanhado por 14 meditações cuja redação este ano foi encarregada ao bispo emérito de Novara (norte da Itália), Renato Corti. Corti intercalará suas reflexões com passagens do Evangelho referentes à Paixão de Cristo e abordará temas cotidianos como o sofrimento, a pobreza e a doença.

Milhares de pessoas se aglomeram perto do Coliseu para acompanhar a celebraçãoEfe

A Santa Sé informou que, nesta ocasião, as meditações estarão centradas no "dom de ser guardado pelo amor de Deus" e, em particular, na missão do homem de "ser guardião da criação, de cada pessoa, especialmente das mais pobres, de nós mesmos e de nossas famílias". Na primeira e na última estação a cruz será levada pelo cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, enquanto durante o resto das passagens será transportada por famílias, doentes ou de áreas de conflito.

Por isso levarão a cruz, entre outros, uma família numerosa, uma mulher doente, duas freiras do Iraque e outras três da América Latina, e várias pessoas procedentes de Síria, Nigéria, Egito, China e Terra Santa. A Sexta-Feira Santa é o segundo dia do Tríduo Pascal e lembra a Paixão de Cristo e seu calvário até ser crucificado.

O rito da Via-Sacra foi instaurado em 1741 por ordem do papa Bento XIV, embora sua prática tenha caído no esquecimento com o tempo. Em 1925 voltou a ser celebrada e, em 1964, o papa Paulo VI escolheu o Coliseu de Roma como cenário desta cerimônia por ser símbolo da perseguição dos primeiros cristãos.

Papa Francisco chega ao Coliseu de Roma para presidir a Via CrucisEfe


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