Por tamara.coimbra

Itália - A União Europeia (UE) vai promover uma reunião de urgência com os ministros do Interior e dos Negócios Estrangeiros por causa do naufrágio da embarcação que transportava cerca de 700 imigrantes no Mediterrâneo, informou neste domingo a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini.

Os imigrantes estão desaparecidos no mar, depois de o barco em que viajavam com destino à Itália ter naufragado a 60 milhas da costa da Líbia. Ao menos 28 pessoas foram resgatadas com vida em uma área próxima das águas líbias, a 120 milhas ao Sul da ilha italiana Lampedusa, disse um funcionário da ONU neste domingo. Várias embarcações da Marinha e da guarda costeira italiana foram enviadas ao local.

Cerca de 700 imigrantes desaparecem no Mediterrâneo, após naufrágio

Guarda costeira da Itália faz resgate de sobreviventesReuters

O presidente francês François Hollande, que tinha sugerido a realização de uma reunião de emergência dos países da União Europeia, afirmou que o naufrágio pode ser uma das “maiores catástrofes” dos últimos anos no Mediterrâneo, caso seja confirmado o número de vítimas.

O chefe de Estado francês disse ainda que a Europa deve agir diante do aumento da “situação dramática” em relação à imigração que se verifica desde o início do ano.

Depois de ter mantido contato com o primeiro-ministro italiano, o presidente francês disse à estação de televisão Canal+ que é necessário reforçar o número de navios de salvamento e de meios aéreos no Mediterrâneo. Para Hollande, são necessárias medidas de combate às redes de tráfico de imigração irregular, organizações que comparou a terroristas.

“Os traficantes que metem as pessoas nos barcos são traficantes. São terroristas porque sabem perfeitamente que essas embarcações não têm condições e podem naufragar, pondo centenas de pessoas em perigo”, disse o presidente.

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