Por karilayn.areias

Catmandu - A Alfândega nepalesa está retendo ajuda vital para sobreviventes do terremoto da semana passada, acusou a Organização das Nações Unidas (ONU). Já são 6.600 mortos no tremor, segundo estatísticas oficiais.

O representante da ONU Jamie McGoldrick afirmou que o governo precisa afrouxar as restrições aduaneiras para lidar com o crescente fluxo de equipamentos e produtos que agora chegam do exterior. Itens se acumulam no aeroporto. “Eles não deveriam usar metodologia de alfândega de tempos de paz”, disse McGoldrick. Em vez disso, ele argumentou, todo o material deveria obter isenção geral na chegada ao país.

O governo do Nepal suspendeu impostos de importação sobre lonas e barracas na sexta-feira, mas Laxmi Prasad Dhakal, porta-voz do Ministério do Interior, disse que todas as mercadorias provenientes do exterior tinham de ser inspecionadas. “Isso é algo que precisamos fazer”, afirmou.

O ministro das Finanças, Ram Sharan Mahat, ponderou que alguns dos itens recebidos não eram úteis. “Recebemos coisas como atum e maionese. Precisamos de arroz e cereais, sal e açúcar.”

A logística ainda é um desafio. Funcionários do governo disseram que os esforços para acelerar o ritmo de entrega de material de emergência para áreas remotas também foram frustrados por falta de caminhões de abastecimento e motoristas, muitos dos quais tinham regressado às suas aldeias para ajudar suas famílias.

Sobreviventes realizaram cerimônia à luz de velas em Katmandu ontem para marcar a passagem de uma semana desde o desastre.

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