Por victor.duarte

Cuba - Ativistas cubanos dos direitos gays liderados pela filha do presidente Raúl Castro, Mariela Castro, planejam realizar um casamento simbólico coletivo neste sábado para promover a aceitação de homossexuais e transexuais num país que já foi notoriamente hostil em relação a eles.

A cerimônia será parte de uma parada do orgulho gay anual e será simbólica porque o casamento entre pessoas do mesmo sexo é ilegal em Cuba, disse Mariela Castro a repórteres. Ela afirmou que o evento será discreto porque a sociedade cubana ainda não está preocupada com plenos direitos às pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneras.

Mariela Castro%2C filha do presidente de Cuba%2C Raúl Castro%2C e diretora do Centro Nacional Cubano para Educação SexualReuters

"Não podemos fazer um casamento, mas queríamos ter uma celebração muito modesta de amor com alguns líderes religiosos", disse Mariela, chefe do Centro Nacional de Educação Sexual e membro da Assembleia Nacional de Cuba. "No futuro, vamos ver o que mais podemos fazer."

Os líderes religiosos cubanos que devem participar serão cristãos evangélicos, disse ela. A religião predominante de Cuba é o catolicismo romano.

A cerimônia foi inspirada no casamento coletivo de mais de 100 casais no evento da Parada Mundial em Toronto, no Canadá, em junho do ano passado, disse ela.

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