Por clarissa.sardenberg

Estados Unidos - O grupo militante Estado Islâmico reivindicou nesta terça-feira a responsabilidade pelo ataque a uma exibição de charges do profeta Maomé no Texas, no qual dois dois agressores armados foram mortos pela polícia.

O Estado Islâmico, instalado na Síria e no Iraque, reivindicou a autoria em sua estação oficial de rádio online, dizendo que "dois soldados do califado" realizaram o ataque de domingo em Garland, no Texas. Especialistas advertem que grupos militantes são conhecidos por reivindicar crédito por ataques nos quais não estavam envolvidos.

Identificado um dos homens que atacaram exposição de caricaturas de Maomé

Polícia abateu atiradores do Texas neste domingo Reuters

Fontes do governo norte-americano próximas ao caso disseram que investigadores estavam vasculhando as comunicações eletrônicas enviadas e recebidas pelos dois atiradores mortos, os colegas de quarto Elton Simpson e Nadir Soofi, de Phoenix, em busca de evidências de contatos entre eles e grupos militantes estrangeiros.

Simpson e Soofi foram mortos pela polícia quando abriram fogo com fuzis do lado de fora de uma exibição e competição de charges. Um segurança desarmado foi ferido.

Documentos judiciais mostraram que Simpson esteve sob vigilância federal desde 2006 e foi condenado em 2011 por mentir para agentes do FBI sobre seu desejo de se juntar aos jihadistas na Somália.

"Acredito que talvez ele tenha surtado quando ouviu falar sobre a competição de charges", disse Kristina Sitton, advogada que o defendeu no caso, à CNN.

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