Por victor.duarte

Chile - Dois jovens morreram nesta quinta-feira depois de participarem de um protesto que mobilizou milhares de estudantes e professores no Chile. Eles teriam sido baleados pelo dono de um imóvel em Valparaiso, cujos muros eles estavam pichando. O novo ministro do Interior e Segurança Pública, Jorge Burgos, que assumiu na segunda-feira passada, condenou o ato de violência e disse que o governo vai processar os responsáveis.

O protesto e o incidente, que resultou nas mortes de Exequiel Borvarán Salinas (18 anos) e Diego Guzmán Farías (25 anos), ocorrem no momento em que a presidenta Michelle Bachelet tenta recuperar a popularidade, perdida por causa de sucessivos escândalos de corrupção. Os casos envolvem empresários, políticos, seu filho e sua nora. Ela chegou a demitir o gabinete que formou ao assumir o segundo mandato presidencial, há 14 meses, para iniciar uma nova etapa com “novos rostos”.

Os chilenos (64% dos quais desaprovavam sua gestão, segundo a mais recente pesquisa de opinião, divulgada em abril passado), estão na expectativa do discurso que Bachelet fará no próximo dia 21 de maio, quando prestará contas perante o Congresso, do primeiro ano do segundo governo.

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