Por tamara.coimbra

Iraque - Militantes do Estado Islâmico (EI) ganharam vantagem com uma tempestade de areia nas primeiras horas do ataque a Ramadi, cidade localizada no centro do Iraque, que obrigou as forças de segurança iraquiana a saírem do local, informaram ex-oficiais americanos ao jornal New York Times. Mais de 25 mil pessoas fugiram desde a invasão dos extremistas.

Militante do Estado Islâmico estende bandeira em RamadiEFE

A tempestade de areia impossibilitou que aviões de guerra americanos realizassem ataques aéreos para ajudar as forças iraquianas. Na ocasião, os militantes do EI aproveitaram para realizar diversos ataques com carros-bomba e investidas terrestres dentro e no entorno da cidade.

Depois que a tempestade passou, extremistas e as forças iraquianas se misturaram em um combate pesado em muitas áreas, o que dificultou ainda mais as ações dos pilotos aliados a distinguirem os inimigos, de acordo com as autoridades.

Ataques surpresas

Os extremistas do EI já haviam usado essa tática antes. Em janeiro, eles lançaram um ataque surpresa contra as forças curdas em Kirkuk durante uma tempestade de areia, mas não conseguiram resultados tão favoráveis.

A perda de Ramadi — a capital de Anbar, a maior província iraquiana — representa a maior derrota militar do exército iraquiano desde o início da ofensiva, no começo do ano, para impedir o avanço do Estado Islâmico.

Os militantes do EI asseguraram, em um comunicado, que tinham o controle total da cidade, a 100km a Oeste de Bagdá. A bandeira preta do grupo tremulava na sede do governo. De acordo com as autoridades locais, cerca de 500 pessoas morreram nos três dias que durou o cerco.

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