Balé ou hip hop? O que importa é se movimentar

Estudo diz que dança favorita das garotas gasta poucas calorias. Mas há benefícios

Por O Dia

Rio - Atividade preferida para a maioria das meninas, o balé foi considerado pouco eficaz para crianças de 5 a 10 anos em relação ao gasto de energia, segundo pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Após analisar sete tipos de danças, o levantamento indicou que apenas 30% do tempo das aulas de balé analisadas incluíam exercícios de intensidade moderada a forte. No caso do hip hop, o índice chegou a 57%.

Todos as danças dão disciplina e noção de coletividade%2C além de melhorarem postura e flexibilidadeiStockphoto

Mas isto não é motivo para tirar a filha do balé. O pediatra Tadeu Fernando Fernandes destaca que qualquer tipo de atividade física é melhor o sedentarismo. As danças em geral, inclusive o balé, também dão disciplina, noção de coletividade e regras de convivência. E ainda melhoram a postura e a flexibilidade, diz o pediatra.

“O melhor exercício é aquele feito com prazer. Diante da crescente obesidade infantil e dos casos de diabetes e hipertensão, o maior desafio é tirar uma criança ou um adolescente da frente da TV e do videogame. Eles precisam ter a consciência, principalmente com a ajuda dos pais, de que precisam praticar algum esporte”, explica o presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Publicado na revista ‘Pediatrics’, o estudo analisou 264 meninas de duas faixas etárias: de 5 a 10 anos e de 11 a 18 anos. Usando um equipamento para medir os movimentos, as voluntárias foram estudadas durante 66 aulas de balé, jazz, hip hop, flamenco, salsa, sapateado e dança de salão. Os cientistas detectaram que o balé é um dos exercícios com menor gasto de energia, perdendo apenas para o flamenco.

As autoridades de saúde norte-americanas sugerem que os pequenos façam uma hora por dia de atividade moderada a forte. O estudo mostrou, porém, que as danças não ajudam a atingir essa recomendação: apenas 8% das crianças e 6% das adolescentes chegam à meta.

No Brasil, a SBP dá a mesma sugestão que nos Estados Unidos, mas, de acordo com Fernandes, o mais importante é fazer alguma atividade. “O que mais importa é a forma com que o exercício vai se refletir nos sistemas neurológico, ósseo e muscular dos jovens. Todas as atividades físicas são válidas e saudáveis às crianças”, acrescenta o pediatra.

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