Mulher que roubou passageiros do voo MH370 é condenada à prisão na Malásia

Avião da Malaysia Airlines desapareceu em março de 2014. Nenhum resto do Boeing foi encontrado até o momento

Por O Dia

Malásia - Um tribunal de justiça da Malásia condenou nesta sexta-feira a seis anos de prisão uma cidadã do país que roubou milhares de dólares das contas bancárias de quatro das 239 pessoas que estavam no voo MH370 da Malaysia Airlines que desapareceu em 8 de março de 2014.

O juiz Norsharidah Awang disse que a sentença devia ser dura para que não se repetisse e comunicou à acusada que não tinha incluído espancamentos com um pedaço de pau por sua condição de mulher, segundo o jornal local The Star.

Nur Shila Kanan, de 34 anos de idade, se declarou culpada e alegou em seu depoimento que no momento do crime estava desempregada e tinha a responsabilidade de alimentar dois filhos. A acusada se aproveitou que tinha trabalhado em um banco para roubar 77.530 ringgit (US$ 21.630, cerca de R$ 66 mil) das contas bancárias de três dos passageiros e um auxiliar de voo entre 14 de maio e 18 de julho de 2014.

Familiares dos passageiros que embarcaram no voo da Malaysia Airlines se desesperaram após anúncio da queda do avião no Oceano ÍndicoReuters

Seu marido, um mecânico de 34 anos, foi condenado na véspera a quatro anos e vários golpes após se declarar culpado por ter roubado US$ 2.135 da conta bancária de um dos passageiros do citado voo.

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O avião da companhia aérea Malaysia Airlines decolou de Kuala Lumpur na madrugada de 8 de março de2014 e tinha previsto aterrissar em Pequim seis horas mais tarde, mas os radares malaios perderam o contato com o aparelho 40 minutos após a decolagem. Os especialistas acreditam que o Boeing 777-200 deu a volta e cruzou a península de Malaca rumo ao sul do Índico, onde caiu em uma zona remota quando ficou sem combustível. As operações de busca não encontraram até o momento nenhum resto do aparelho.


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