'Sim' vence referendo e Irlanda se torna primeiro país a aprovar casamento gay

Proposta a favor entre união de pessoas do mesmo sexo vence consulta popular com 62% dos votos. Igreja promete reagir

Por O Dia

Dublin - O eleitorado irlandês aprovou com 62,07% dos votos no referendo realizado nesta sexta-feira a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, confirmou neste sábado a Comissão eleitoral. Os dados oficiais divulgados agora há pouco indicaram que os votos contra a proposta do governo, de coalizão entre conservadores e trabalhistas, para autorizar e dar amparo constitucional ao casamento gay foi de 37,93%.

GALERIA: Irlanda aprova o casamento gay

População irlandesa comemora resultado da votação que aprovou o casamento gay Efe

gALWEA Comissão também informou que 60,52% dos eleitores aptos a votar comparecem às urnas, o índice de participação mais alto desde o referendo sobre a legalização do divórcio, em 1996. O eleitorado irlandês, de pouco mais de três milhões de pessoas, também participou na sexta-feira de outra consulta para decidir se rebaixaria a idade mínima para concorrer ao cargo de presidente da República, cargo essencialmente representativo, de 35 para 21 anos. A apuração desse referendo ainda não terminou, mas os resultados provisórios apontam para uma vitória do "não" à reforma da legislação vigente, como previam as pesquisas.

A Irlanda se transformou no primeiro país do mundo a autorizar por vontade popular o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uniões que a partir de hoje estão amparadas pelo artigo 41 da Carta Magna, que concede proteção constitucional e as equipara ao casamento convencional. Durante a campanha a Igreja Católica, apoiada por um reduzido número de grupos conservadores, anti-aborto, e uma minoria de senadores e deputados, sustentou que o casamento gay atenta contra os valores da família tradicional e modificará radicalmente os processos de adoção e de barriga de aluguel, e ao mesmo tempo acabaria com os direitos das crianças.

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A República da Irlanda promulgou em 2010 a lei de Relações Civis que concedia reconhecimento legal aos casais homossexuais, mas não qualificava essas uniões de casamento.

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