Mianmar volta atrás e aceita de volta refugiados à deriva em barco

País asiático fez nesta sexta-feira primeira operação e resgatou embarcação com 208 pessoas

Por O Dia

Kuala Lumpur (Malásia) - Depois de se recusar a receber de volta seus próprios imigrantes — abandonados por contrabandistas de seres humanos em alto-mar —, o Mianmar voltou atrás. Nesta sexta-feira, o país asiático fez a primeira operação de resgate de um barco com 208 refugiados.

Integrantes da etnia rohingya fogem da perseguição em seu paísReuters

O grupo pertence à minoria muçulmana rohingya, marginalizada em Mianmar. O governo alega que os rohingyas formam um povo bengali, o que impediria o grupo de ter cidadania no país. Já Bangladesh alega que eles são birmaneses, e também os rejeitam. A ONU considera os rohingyas uma das etnias mais perseguidas do mundo.

Segundo a organização, mais de dois mil imigrantes estariam em barcos à deriva nas águas do sudeste asiático há dias. Na última semana, o governo de Mianmar afirmou que não era possível identificar os refugiados, e por isso não os receberia de volta.

Um barco de bandeira tailandesa foi rebocado na madrugada de sexta perto da cidade de Maungdaw, ponto de partida de muitas embarcações lotadas de imigrantes, que fogem de Mianmar com destino a Malásia ou Indonésia. Em poucos dias, Tailândia, Indonésia e Malásia receberam quase três mil imigrantes, mas também rejeitaram outros barcos. Agora, após apelos da comunidade internacional, estão flexibilizando suas políticas.

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