Maioria dos homens não aprova seu próprio corpo

Pesquisa de aplicativo mostra que somente 8% deles estão ‘muito felizes’ com a forma física. Para 29%, pressão maior para melhorar vem das mulheres

Por O Dia

Rio - Ficar de mal com o espelho não é exclusividade das mulheres. A maioria dos homens não está satisfeita com o seu corpo, segundo pesquisa feita pelo aplicativo OnePulse, no Reino Unido. Apenas 8% dos entrevistados se disseram “muito felizes” com a atual forma física. Outros 11% não gostam da própria imagem, e integrantes de outra fração igual chegaram a declarar que odeiam a sua aparência.

Críticas também incomodam: somente 22% deles não se sentem pressionados a mudar a forma física. E a maior parte desta pressão vem das mulheres (29%), seguida dos amigos (16%). Foram entrevistados 500 homens e 400 mulheres, entre 16 e 65 anos.

O verão é um dos principais incentivos para dar a volta por cima, motivando 33% dos homens a fazer exercícios. Além disso, 22% se sentem incentivados o ano inteiro, e 20% não sentem motivação.

“Hoje em dia as pessoas estão mais exigentes com a aparência”, avalia a endocrinologista Ana Cristina Belsito. A médica diz que a preocupação se divide entre saúde e estética, e fica evidenciada nos exercícios, na alimentação e até em cirurgia plásticas. “As novas gerações estão cada vez mais informadas”, destaca.

Ana Cristina lembra, no entanto, que a busca pelo corpo perfeito tem limites. “Existe o excesso de preocupação, quando a vida da pessoa passa a girar em torno daquilo”. O exagero na musculação, por exemplo, pode causar lesões em músculos e articulações. Ela alerta também para o uso excessivo de suplementos de proteína, que pode levar a problemas nos rins. A dica principal é paciência: “Não se muda de uma hora para outra”. Ana Cristina também recomenda o acompanhamento com um nutricionista. “Não adianta só fazer exercício ou só se preocupar com a alimentação”, diz.

Mulheres são mais vaidosas

O descontentamento com a forma física é ainda maior entre as mulheres. Somente 3% das entrevistadas estavam felizes com o corpo. Enquanto isso, 39% não se sentiam confiantes para usar um biquíni em público, e 19% disseram odiar sua forma física.

Se pudessem escolher uma área do corpo para mudar, 41% das mulheres gostariam de diminuir a barriga. Pernas torneadas são o sonho de consumo de 20%, seguidas por uma cintura mais fina (15%) e braços mais fortes (12%).

A endocrinologista Ana Cristina Belsito acredita que essa exigência das mulheres é algo consolidado. “A preocupação da mulher é intrínseca, da própria feminilidade. A mulher tem um comportamento mais vaidoso”, confirma.

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