Maioria dos hoje divorciados subiu ao altar com dúvidas

Pesquisa indicou que 65% já pensavam em terminar relação antes do casamento

Por O Dia

Inglaterra - Dizer “sim” no altar não é uma tarefa fácil para algumas pessoas. Segundo estudo britânico, mais da metade (65%) dos divorciados já pensavam em terminar a relação com o parceiro no momento do casamento. Entre estes, cerca de 15% revelaram ainda que se sentiram ‘fisicamente doentes’ na ‘hora H’.
Na pesquisa, feita com 1.604 pessoas divorciadas, o escritório de advocacia Slater e Gordon detectou também que 49% delas pensavam que o casamento já estava “condenado” mesmo antes de começar. Os voluntários afirmaram que não desistiram do relacionamento por terem gastado muito dinheiro com a cerimônia: por isso, dizem, seria “tarde demais” para tomar esta decisão. Medo de decepcionar o outro e pressão da sociedade foram outros dois motivos citados nas entrevistas.

A psicoterapeuta Flavia Nunes conta que, atualmente, há dificuldade de assumir compromissos. A especialista do Espaço Humanize destaca que as relações são mais efêmeras e que a concepção de casamento se tornou descartável. “O matrimônio envolve a responsabilidade da criação de uma família. Hoje, há um pensamento de que ‘se não der certo, separa’. O processo de divórcio é mais fácil”, diz.

Ao mesmo tempo, a psicoterapeuta ressalta que as pessoas têm medo de ficar sozinhas, principalmente na velhice. Flavia afirma que elas passam por um processo de aceitação social, o qual ainda inclui o pensamento de que é preciso ter um companheiro para ser feliz.

Pensar bem e se conhecer são as saídas

Pensar no término do relacionamento na hora de subir ao altar faz mal à saúde, claro. De acordo com a psicoterapeuta Flavia Nunes, casar-se por obrigação pode causar ansiedade e insegurança nos casais. A especialista sugere que as pessoas priorizem seus desejos, sem se importar com os padrões criados pela sociedade.

“Ao agir de forma a serem incluídas socialmente, as pessoas se tornam incoerentes. Acabam se esquecendo do que realmente querem. Para se autoconhecerem melhor e saberem qual é o seu real desejo de vida, elas podem procurar uma terapia”, explica.

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