Sul dos EUA tem 19 grupos de ódio

Levantamento de organização mostra que massacre de negros em igreja não foi acaso

Por O Dia

EUA - Pelo menos 19 grupos de incitação ao ódio continuam ativos na Carolina do Sul, Estado onde o joven Dylann Roof assassinou nove jovens negros numa igreja metodista de Charleston, quarta-feira, durante reunião de um grupo de estudos sobre a Bíblia. A avaliação é da Southern Poverty Law Center (SPLC), dedicada a estudar, e denunciar organizações que pregam a intolerância nos estados sulistas.

Centenas de fiéis foram à Igreja Emanuel participar do primeiro culto oficial após o massacre de nove negros Efe

Segundo o estudo, destes 19 grupos apenas dois não perseguem negros e imigrantes — o Nação do Islã e a Igreja da Cruz Verdadeira, que no entanto perseguem homossexuais. O Nação é também antissemita.

Destas organizações, seis são definidos como neoconfederados, ou seja: defendem a separação dos estados do Sul em relação a Washington. No século 19, os Estados Unidos viveram uma guerra civil sangrenta por conta do fim da escravidão, em que os chamados Confederados, formados pelos estados sulistas, escravagistas, lutavam contra a liberdade concedida aos negros.

“Em sua maioria, estes são grupos de pessoas paranoicas, que acreditam que os negros estão estuprando ou conquistando as mulheres brancas, ou que os negros estão ‘tomando’ o país dos brancos”, afirma Heidi Beirich, diretor do SPLC.

Até mesmo a Ku Klux Klan, organização racista que nos anos 60 atacava negros por conta da conquista dos direitos civis como dividir o mesmo ônibus, ainda está ativa: duas seccionais da KKK funcionam normalmente. Nos anos 60, o grupo linchava e queimava igrejas em que a maioria dos frequentadores era negra.

BANDEIRA CONFEDERADA

Apesar de derrotados no século 19, ainda há quem defenda a bandeira confederada na Carolina do Sul. Ontem, no memorial aos mortos na Guerra da Secessão em Columbia, capital do estado, ela era a única que não estava a meio pau. Desde que voltou a tremular no local, a bandeira passou a ser vigiada 24 por dia e foi cercada por grades, já que se temia por ataques.

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