Por victor.duarte

Itália - A Itália deu início, nesta segunda-feira, às operações de resgate dos corpos das vítimas do naufrágio de uma embarcação clandestina no Canal da Sicília ocorrido em 18 de abril, que pode ter deixado mais de 700 mortos.

A estimativa é baseada no número de ocupantes do barco informado por imigrantes que sobreviveram à tragédia. Se número for confirmado, esse terá sido o pior desastre do tipo registrado no Mediterrâneo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

'Operación Mare Nostrum'%3A embarcação repleta de imigrantes resgatados a poucas milhas da costa da Líbia World Press Photo 2014

Segundo a Marinha Militar italiana, a embarcação está a 370 metros de profundidade e o resgate está sendo feito por meio de veículos de comando remoto. No dia do naufrágio, apenas 24 corpos foram retirados do mar.

Como muitos fazem quase diariamente, o barco clandestino havia partido da Líbia, país que vive uma grave crise política e está dividido entre rebeldes e forças do governo. A piora da situação na nação africana está diretamente ligada ao aumento da crise migratória no Mediterrâneo, e como a Itália fica a menos de 300 km de distância por água, acaba sendo a principal porta de entrada para imigrantes ilegais na Europa.

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