Brasileira nega ter feito sexo com Silvio Berlusconi, como aponta investigação

Iris Berardi afirmou que suposto diário descoberto pela Procuradoria de Milão é na verdade o rascunho de um livro

Por O Dia

Itália - Por meio de seu advogado, a brasileira Iris Berardi negou que tenha mantido "relações íntimas" com o ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi, como apontam as investigações do processo "Ruby Ter", em que ele pode responder por corrupção contra o sistema judiciário e falso testemunho.

Durante o inquérito, a Procuradoria de Milão descobriu um suposto diário pessoal em que Berardi relataria como eram as orgias em Arcore, uma das mansões do ex-premier. No entanto, ela alega que o documento é na verdade o rascunho de um livro.

LEIA MAIS:

Berlusconi diz que pagou para mulheres que iam a suas festas por 'altruísmo'

Berlusconi não sabia que Ruby era menor de idade, diz Corte

Procuradoria de Nápoles pede 5 anos de prisão para Berlusconi por corrupção

Brasileira Iris Berardi nega ter feito sexo com Silvio Berlusconi%2C como aponta investigaçãoReprodução

"Leio em uma agência sobre um manuscrito tomado como um relato autobiográfico. Querem fazê-lo passar por diário, mas não é um diário! São os rascunhos de um livro de aventuras, de amor e de sexo que eu queria escrever. No caderno, eu escrevi, entre outras coisas, 'não sei se esse livro será publicado algum dia'", diz uma nota divulgada pelo advogado da brasileira, Andrea Buondonno.

Segundo ela, ninguém de boa fé pode atribuir-lhe as experiências vividas pela "protagonista" de sua suposta obra. "Nunca vi em Arcore coisas obscenas ou orgias, e nem tive relações íntimas com Berlusconi", acrescenta. Em seu caderno, Berardi conta sobre festas onde nunca faltavam nada, "drogas, álcool, cigarros, sexo". Além disso, ela descreve explicitamente e em detalhes uma relação sexual com o ex-primeiro-ministro.

Sílvio Berlusconi foi condenado por evasão fiscalReuters

De acordo com a Procuradoria, a brasileira participou das noitadas - conhecidas na Itália como "bunga-bunga" - quando ainda era menor de idade. Além disso, ela conta que as garotas eram preparadas para o pior e alertadas para não se escandalizarem com "cenas obscenas".

A investigação "Ruby Ter" apura suspeitas de corrupção em atos judiciários durante o processo "Ruby", no qual o ex-premier foi absolvido dos crimes de prostituição de menores e abuso de poder. Segundo a Procuradoria, Berlusconi teria pago para manter 21 mulheres em silêncio nas audiências, incluindo Berardi e a própria Ruby, nome de trabalho da ex-acompanhante marroquina Karima el Mahroug.

O inquérito aponta que, entre 2010 e 2014, o ex-primeiro-ministro desembolsou mais de 10 milhões de euros para subornar as garotas.

Últimas de _legado_Mundo e Ciência