Grécia vai precisar de 50 bilhões de euros até 2018, diz FMI

Na última terça-feira, país se tornou o primeiro país desenvolvido a dar um calote no fundo

Por O Dia

Grécia - O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou, nesta quinta-feira,  em um relatório publicado no site da instituição, que a Grécia pode precisar de um novo resgate financeiro de 50 bilhões de euros até 2018.  De acordo com o FMI, as finanças gregas estão deterioradas porque o governo foi "lento para adotar reformas econômicas necessárias". 

O relatório foi elaborado pouco antes do fracasso das negociações entre a Grécia e seus credores, como FMI, Banco Central Europeu (BCE) e União Europeia (UE).

"Estes últimos acontecimentos certamente terão um impacto maior no âmbito econômico e financeiro, significantemente negativo, pois a Grécia está impedida de conseguir novas ajudas até que tenha honrado por completo seus empréstimos com o FMI", ressaltou o documento.

No próximo domingo, os gregos irão às urnas em um referendo para decidir se aceitam ou não as condições impostas pelo eurogrupo para a concessão de mais 7 bilhões de euros ao país.

Ministro das Finanças da Grécia%2C Yanis VaroufakisReuters

O ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, afirmou nesta quinta que irá renunciar de seu cargo se o referendo no fim de semana sobre os termos do resgate resultar em um voto pelo "sim".

Questionado pela TV Bloomberg se ainda seria ministro das Finanças na segunda-feira à noite se os gregos votarem "sim", Varoufakis disse: "Não serei...eu pessoalmente não assinarei outro (acordo) de prorrogação e fingimento."

Ele disse que o governo grego encontrará uma maneira de alcançar um acordo com os credores se, como ele não espera, os gregos votarem a favor dos termos da oferta. "Talvez mudemos a configuração do governo", completou.

Na última terça-feira, a Grécia se tornou o primeiro país desenvolvido a dar um calote no FMI, quando não conseguiu pagar 1,6 bilhão de euros à instituição. 

Estas condições incluem medidas de austeridade e reformas estruturais, o que desagrada ao governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras.

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