Por felipe.martins

Grécia - O referendo grego confirmou as previsões: neste domingo, a maioria dos eleitores que foram às urnas se decidiu pelo ‘Não’ e rejeitou as exigências dos credores da Grécia para pagar sua dívida. Com 90% dos votos apurados, O ‘Não’ teve 61,44% dos votos, contra 38,56% do ‘Sim’.

A praça Syntagma, no centro de Atenas, ficou lotada de partidários do ‘Não’, que comemoraram a vitória. De acordo com a polícia, havia cerca de cinco mil manifestantes exibindo bandeiras gregas e cartazes com a palavra ‘oxi’, (não, em grego). Eles também gritavam palavras de ordem contra a austeridade.

A votação ocorreu sem incidentes. A estimativa é de que 65% dos eleitores tenham comparecido às urnas. Assim que a votação acabou, o porta-voz do governo grego, Gavriil Sakellaridis, fez um pronunciamento e disse que o governo quer retomar as negociações com seus credores imediatamente: “As negociações devem ser concluídas muito rapidamente, mesmo em 48 horas.”

Manifestantes comemoram a vitória do ‘Não’ na praça Syntagma%2C com bandeiras e palavras de ordemReuters

Segundo fontes do governo, uma ajuda por parte do Banco Central Europeu também deve ser solicitada, a fim de garantir a liquidez das instituições. Sem esses recursos, a Grécia pode ser obrigada a voltar a emitir dracmas – a moeda anterior ao euro.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, também se manifestou depois da confirmação do resultado. “O referendo não teve ganhadores nem vencedores. É uma grande vitória em si mesma. Mesmo nas circunstâncias mais difíceis, a democracia não pode sofrer chantagem.Quero agradecer cada um e todos vocês. Independentemente de como tenham votado, hoje nós somos um”, afirmou ele.
O presidente francês, François Hollande, deve receber hoje a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, para analisar o resultado do referendo.

A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, definiram neste domingo, em conversa por telefone, que os líderes da zona do euro deverão se reunir na terça-feira para discutir a situação da Grécia, depois que o país rejeitou, em referendo, os termos do resgate do país.

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