Jovens da mídia ativista são executados pelo Estado Islâmico

Os dois foram pegos com material anti-Islã e interrogados por serem 'informantes' sobre atividades do grupo

Por O Dia

Síria - Dois jovens ativistas foram executados pelo Estado Islâmico em Raqqa, na Síria, em uma tentativa de calar as denúncias contra o grupo. Bashar Abdul Atheem e Faisal Hasan Al Habib, tinham 21 anos cada, e trabalhavam contra o grupo através da Internet. O EI divulgou um vídeo que mostra os dois amarrados à uma árvore antes de serem executados.

Segundo fontes locais, os jovens eram parte do renomado grupo 'Raqqa is being slaughtered silently', que denuncia os abusos na cidade. Os dois foram pegos com material anti-Sharia, ou seja, contrário a um sistema legal regido pelos preceitos do Islão. No vídeo, eles são acusados de serem "informantes".

Estado Islâmico divulgou vídeo de mais uma execução Reprodução Internet

Eles foram vestidos nos já conhecidos macacões laranja vistos em muitos vídeos divulgados pelo grupo. Em seguida, Atheem e Al Habib foram interrogados sobre suas atividades. Um dos terroristas exige explicações e eles contam como usaram smartwatches para fotografar locais estratégicos para o Estado Islâmico, nas cidades de Raqqa e Deir Ezzor.

O vídeo mostra os dois jovem serem executados e termina com a imagem de um idoso, Hamood al-Mossa, falando seu nome em árabe. O trecho pode significar que imagens de mais uma atrocidade estão por vir.

Ameaças rivais 

O grupo Jaish al-Fath, rival do Estado Islâmico, afirmou em um comunicado que o conhecido carrasco Jihadi John "nunca vai entrar no paraíso"pois executou um homem que estava "sob proteção dos muçulmanos". Na última semana, o grupo divulgou um vídeo que mostra a execução de militantes do EI.

O homem em questão é o britânico Alan Henning, de 47 anos. Ele era um trabalhador humanitário e foi descrito pelo Jaish al-Fath como um "ser humano decente" que deveria ter sido protegido e apesar de ser um "descrente" seu assassinato não é justificado pelas leis da sharia.

Jovem ativista sendo interrogado pelo Estado IslâmicoReprodução Internet

O grupo, que tem mais de 10 mil militantes, afirmou que pelas leis do Profeta Maomé quem matar alguém sob proteção sem justificativa vai ser barrado de até mesmo "sentir o perfume do paraíso".

Jihadi John faz parte dos "beatles" do Estado Islâmico. Alguns membros do grupo foram apelidados assim por virem da Inglaterra para se juntar ao EI.

O Jaish al-Fath, que se autodenomina "Exército da vitória" e opera no nordeste da Síria, foi criado em março após dezenas de grupos menores dissidentes da Al-Qaeda e al-Nusra

Jovens de 21 anos faziam parte de grupo que mobiliza pessoas contra um estado regido por leis islâmicas Reprodução Internet


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