Por bferreira

Rio - Um novo tipo de cirurgia pode facilitar a vida de obesos que querem chegar à forma ideal. A técnica limitaria o ganho de peso e seria menos invasiva que os procedimentos que já existem. A ideia é desviar a bílis — secreção que absorve nutrientes, produzida pelo fígado — para a parte final do intestino delgado, diminuindo a absorção de gordura.

A pesquisa está sendo desenvolvida na Universidade de Vanderbilt, em Nashville, nos Estados Unidos. Por enquanto, só foram feitos testes em ratos. Os responsáveis afirmaram que a redução de peso pode ser igual ou até maior do que a proporcionada pelos métodos tradicionais. A cirurgia não poderia, contudo, ser feita em pacientes que tiveram que retirar a vesícula biliar por algum problema médico.

“Ainda é muito cedo para considerar viável. Não dá para dizer se vai funcionar”, avalia Flávia Junqueira, endocrinologista da Clínica Goa Health Club. A médica ressalta que ainda é preciso testar o método em humanos. Além disso, Flávia acredita que, mesmo se houver redução, ela não será tão significativa como nas outras técnicas já utilizadas.

A cirurgia bariátrica, a mais usada atualmente, consiste em ‘grampear’ uma parte do estômago, diminuindo seu volume. Já na gastrectomia vertical, a primeira a ser inventada, é retirado 90% do mesmo órgão, que vira um pequeno tubo. Nos dois casos, o paciente tanto come menos como absorve menos do alimento que ingeriu.

“As duas têm um índice de sucesso muito alto”, destaca Flávia. O problema estaria em poucos pacientes, que, por algum distúrbio, fogem das orientações dos especialistas. É preciso, portanto, cuidar do lado psicológico das pessoas, e não apenas do físico. Mesmo assim, o comum é que a pessoa ganhe novamente algum peso, mas é muito raro voltar ao patamar anterior.

Outra preocupação é com uma possível desnutrição, já que os procedimentos alteram a absorção de nutrientes. Por isso, é preciso controlar a ingestão de proteínas e vitaminas, entre outras substâncias.

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