EUA e Turquia fazem aliança para varrer com o Estado Islâmico

Países criam força-tarefa para expulsar extremistas da Síria

Por O Dia

Síria - Os Estados Unidos e a Turquia fizeram uma aliança para pôr um fim às atrocidades do grupo extremista Estado Islâmico na Síria. Uma força-tarefa, com ajuda de rebeldes sírios e de aviões de guerra americanos, se prepara para expulsar os radicais terroristas de uma faixa de 100 km do norte da Síria, na fronteira turca. “O objetivo é estabelecer uma zona de exclusão do Estado Islâmico e garantir segurança e estabilidade na fronteira da Turquia com a Síria”, afirmou uma autoridade americana à agência Reuters.

Após relutar em se juntar à coalizão comandada pelos americanos contra o EI, a Turquia liberou o acesso de suas bases aéreas, na semana passada e bombardeou alvos na Síria ligados ao grupo extremista. Antes do acordo com os Estados Unidos, os turcos já faziam campanha por “zona livre” no norte da Síria para manter o EI e os curdos longe das fronteiras.

Nos últimos dias, a Turquia deteve 1.050 pessoas em uma operação contra grupos militantes, incluindo o Estado Islâmico, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e ultra-esquerdista DHKP-C. Autoridades turcas querem ajudar também a conter a entrada de civis desabrigados na sua fronteira. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse que os aliados concordam com a necessidade de proteger os rebeldes sírios moderados que lutam contra a facção extremista.

‘Nos matam como doentes’

Além de decapitações, execuções em piscinas e crianças de 10 anos com armas utilizadas em vídeos de execuções de reféns, assassinatos de gays arremessados de prédios são outras barbáries cometidas pelo Estado Islâmico, que chocam o mundo.

Taim, um estudante de Medicina de 24 anos, contou à BBC como escapou desse destino numa fuga do Iraque ao Líbano. O estudante afirma que o preconceito é outro inimigo. Disse que o próprio pai queria sua punição e que só escapou por ajuda da mãe. “Na nossa sociedade (iraquiana), ser gay é igual a uma sentença de morte. Quando o EI mata gays, muitos ficam felizes porque pensam que somos doentes”. Taim aguarda visto para deixar o Líbano e prosseguir os estudos.

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