Por felipe.martins

Atlanta - A morte do leão Cecil provocou uma comoção mundial e até a mudança de regras na companhia aérea Delta Air Lines. Diferentemente do que havia anunciado em maio, a empresa informou nesta segunda-feira que não permitirá mais o embarque de troféus de caça. Com a nova lei, relíquias como corpos ou partes de leões, rinocerontes, leopardos, búfalos e elefantes não poderão ser mais levados e despachados por aeronaves da companhia norte-americana.

A mudança de norma foi provocada após o dentista norte-americano, Walter James Palmer ter matado o leão, no mês passado, durante uma caçada ilegal no Zimbábue. Antes, a empresa tinha uma lei que permitia o transporte dessas cargas, desde que fossem legais. Na época, transportadoras internacionais chegaram a proibir o envio nos aviões.

Delta é a companhia aérea americana que detém o maior número de voos para países africanosDivulgação

Segundo Henry Harteveldt, um dos consultores da indústria norte-americana de viagens, a Delta provavelmente está sendo pressionada após a morte do animal. O especialista disse que ela sofreu pressão do público, por meio de uma petição divulgada na internet, para banir tais cargas.

A companhia, que tem sede em Atlanta, é a que tem maior número de voos dos Estados Unidos para os países africanos. Com a nova decisão, a Delta agora se uniu a outras marcas estrangeiras que já haviam anunciado medida semelhante na semana passada.

“Não acredito que havia muitos despachos desse tipo de carga, então existe uma perda mínima de lucros e um ganho de imagem para eles”, explicou o consultor Harteveldt, em entrevista à imprensa norte-americana nesta segunda.

Procurada, a Delta ainda não respondeu o porquê de ter tomado a decisão agora e nem sobre quantos ‘troféus’ de caça já foram embarcados nos últimos anos. Em poucas palavras, a empresa emitiu um comunicado à imprensa ressaltando que, antes da regra, “a severa política de aceitação da Delta estava em absoluta conformidade com todas as regulamentações governamentais em relação a espécies protegidas”.

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