Por bferreira

Rio - Enquanto boa parte das mulheres do mundo sonham com seios maiores, muitas delas tomam a decisão contrária: fazem cirurgia para reduzí-los. Entre elas, inclusive, muitas que já fizeram o procedimento e se arrependeram. As principais razões são a estética e problemas na coluna.

O cirurgião plástico Ricardo Cavalcanti, diretor médico da Clínica Vitée, afirma que ocorre hoje a correção de um exagero. “Nos anos 90, as brasileiras passaram a buscar um padrão americano, de aumentar excessivamente. Hoje há uma tendência para o equilíbrio. Aquelas mulheres que colocaram mamas muito grandes, estão tirando”, explica. Segundo o especialista, o índice das “arrependidas” chega a 20%.

A principal dica é não tomar decisões precipitadas ou baseadas na moda. “Costumo dizer para as minhas pacientes que não é igual a corte ou pintura de cabelo”, destaca Ricardo.

Luiz Haroldo Pereira, titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, tem a mesma avaliação. “Nos últimos anos houve um exagero, mulheres procurando próteses de até 600 ml”, revela. Além das que querem reduzir, Luiz relata que as pacientes já chegam no consultório pedindo próteses de silicone “não muito grandes”. “A média hoje é de 250”, conta.

Além de problemas da coluna — causados por um excesso de peso dos seios — muitas mulheres reclamam da dificuldade de fazer exercícios, principalmente a musculação.

A cirurgia exige internação de um dia, e outros 30 de recuperação. Sempre deixa cicatrizes, mas o tamanho e o local variam. O recomendado é fazer depois dos 18 anos, quando os seios estão plenamente desenvolvidos.

Estética após perda de peso

Diversos motivos levam à cirurgia de redução de seios. No caso de Louise Almeida, estudante de 21 anos, as razões foram tanto estéticas como possíveis problemas de coluna. Já Luisa Bordalo, 22, também estudante, sentia dores nas costas e emagreceu 25 quilos pouco antes, o que casou uma sobra de pele.

“Faria de novo, mas fui um pouco questionada. Acho que deve ser muito pelo padrão de beleza que as pessoas acreditam que seja ideal e que a mídia mostra”, opina Luisa.

“Ninguém entendia o motivo de eu fazer, e isso ainda permanece. Mas vejo que está mudando”, avalia Louise.

Você pode gostar