Movimento na internet defende estrias e celulites

Segundo médicos, em geral, problemas são só estéticos e é positiva a atitude na rede. Entretanto, eles alertam que estrias podem estar associadas a doenças

Por O Dia

Rio - Toda mulher odeia celulite, certo? Errado. Para lutar contra o que consideram um padrão de beleza injusto, diversas mulheres estão compartilhando fotos de suas coxas em redes sociais, sem se preocupar com os problemas na pele, incluindo estrias e cicatrizes. A campanha, que tem o lema #ThighReading (leitura de coxas, em inglês), começou no exterior, de forma espontânea, e chegou ao Brasil.

A principal motivação das participantes é a solidariedade. “Entrei na campanha para mostrar para as meninas que não são só elas que têm uma estriazinha”, conta a estudante Rayssa Matos, de 20 anos.

O movimento foi bem aceito por especialistas. “É importante as pessoas se aceitarem como são”, elogia Gabriela Albuquerque, coordenadora da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro.

Murilo Drummond, membro da Academia Americana de Dermatologia, concorda. “Não são uma doença. Se não atingem a autoestima, não vejo problema algum”, avalia.

Os dermatologistas ressaltam que as imperfeições retratadas nas fotos, na maior parte dos casos, são apenas estéticas. As estrias, no entanto, podem ser causadas por um excesso de um hormônio chamado cortisol, o que estaria associado a diabetes e hipertensão.Já as celulites, provocadas pela alteração nos níveis de gordura na pele, podem ser evitadas com atividade física.

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