No Vaticano, Papa quer saber se brasileiros preferem Pelé a Maradona

Pontífice conversou com brasileiros durante encontro juvenil e disse que 'rejeitar imigrantes é assassinato'

Por O Dia

Cidade do Vaticano - O papa Francisco se reuniu com jovens de diversos países, entre eles uma delegação brasileira, nesta sexta-feira, no encontro com representantes do Movimento Eucarístico Juvenil (MEJ), no Vaticano. Segundo a brasileira Lilian Pereira de Oliveira, de 27 anos, Francisco foi atencioso com os jovens e até assinou o caderno de um indonésio. 

No encontro, o Pontífice surpreendeu ao soltar sonora gargalhada na conversa com a brasileira Ana Carolina Santos Cruz, 19 anos. Fã de futebol, o papa brincou e quis saber se os brasileiros preferiam Pelé a Maradona

O pontífice também discutiu a crise migratória e declarou que rejeitar a entrada de imigrantes é um tipo de "assassinato".  O argentino Jorge Mario Bergoglio comentou sobre os imigrantes rohingya - grupo étnico que pratica o islamismo - recentemente rejeitados por Mianmar, Malásia, Tailândia e Indonésia.

Papa Francisco brincou com brasileira durante encontro no Vaticano Reuters

"Pensamos nos nossos irmãos rohingya que foram caçados de um país para outro. Este é um conflito não resolvido, uma guerra. Isso se chama violência, se chama assassinato", criticou.

Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica, em março de 2013, Francisco tem feito apelos em defesa dos imigrantes, além de visitar a ilha italiana de Lampedusa, uma das principais portas de entrada de estrangeiros ilegais na Europa.

A nova declaração do Papa, porém, chega em um momento em que o continente europeu negocia a adoção de medidas baseadas no conceito de "responsabilidade compartilhada" para lidar com o problema da imigração.

Na audiência com o MEJ, o Papa admitiu que é impossível o mundo viver em paz permanente, mas ressaltou que é preciso "respeitar as minorias". "Um dos exemplos é o Oriente Médio, onde tanta gente não é respeitada. As minorias religiosas, os cristãos, não somente não são respeitados como também muitas vezes são assassinados, perseguidos", disse o Pontífice.

A audiência entre o Papa e os representantes do Movimento Eucarístico Juvenil celebrou o centenário de fundação do MEJ. Mais de 1,5 mil jovens de 35 nações foram para Roma para o evento. Por cerca de 40 minutos, o Papa respondeu a perguntas de uma jovem italiana negra, de um indonésio, de um taiwanês, de uma francesa e de um argentino.

Família fez ‘vaquinha’ para viagem

A família de Ana Carolina fez ‘vaquinha’ para que ela fosse até o Vaticano participar do evento de jovens com o Papa Francisco. Para ir até o Papa, os parentes fizeram bingo beneficente, venderam rifas e pediram dinheiro a conhecidos. “Foi um sonho que foi realizado”, disse o pai da jovem, o zelador Paulo Messias Cruz. Ele acrescentou que vai dar um grande abraço na filha quando ela voltar ao Brasil. “Quero que ela passe um pouco dessa bênção para mim”, brincou.

*Com informações da ANSA



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