Por paloma.savedra

Washington - O tenente-general Mark Hertling declarou neste sábado na rede de TV CNN que a inteligência americana está em alerta para uma mudança de estratégia do Estado Islâmico (EI), que planeja atentados de grande impacto, como o realizado pela Al-Quaeda que derrubou as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001.

Os bombardeios começaram em 8 de agosto de 2014%2C um dia depois da autorização de Barack ObamaEfe

“De acordo com o que temos visto internamente, acredito que estejam utilizando muitos dos recrutas que não têm tempo para treinar para criar um tipo de atentado em massa que produza atenção midiática. É exatamente o que buscam para mostrar que têm poder”, disse Hertling.

O anúncio da ameaça acontece exatamente um ano depois do primeiro ataque dos Estados Unidos contra o EI. Os primeiros bombardeios americanos contra o EI no Iraque começaram em 8 de agosto de 2014, um dia depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, ter anunciado a autorização para os ataques.

Desde o início da ofensiva, os EUA contam com 3.550 militares no Iraque. A aliança internacional liderada pelos americanos já realizou seis mil ataques aéreos e matou mais de dez mil jihadistas, segundo números oficiais. “Há um ano, o EI tinha avançado sem impedimentos pelo Iraque. Mas no último ano fizemos avanços consideráveis”, defendeu o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

Ontem, membros do EI executaram a tiros ao menos 300 servidores do Comitê Supremo Eleitoral do Iraque em um acampamento militar da cidade de Mossul. A informação teria sido repassada por Mahmoud Salam, encarregado de elaborar as listas de assassinados pelo grupo. Salam revelou que as vítimas foram condenadas por serem “apóstatas e infiéis” e por isso receberam “um justo castigo por um tribunal da sharia (lei islâmica)” estabelecida pelos radicais.

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