Livro ajuda a identificar sinais de que o casamento está passando por problemas

'Emoções que permeiam o divórcio' reúne informações sobre as diferentes fases pelas quais um casal passa, dos vilões da relação até conselhos para a vida de 'recém-separados'

Por O Dia

Rio - O divórcio, que um dia já foi um tabu, tornou-se parte do cotidiano dos brasileiros: foram mais de 324 mil em 2013. Mas a separação sempre será difícil para milhares de famílias que precisam passar por ela - ou que tentam evitá-la.

Não faltam sugestões de fórmulas mágicas para tentar reparar um casamento. Com a pretensão de organizar essas dicas, o site Divórcio Aqui, que busca facilitar o processo, criou um guia chamado ‘Emoções que permeiam o divórcio’. O livro reúne informações sobre as diferentes fases pelas quais um casal passa, dos vilões da relação até conselhos para a vida de ‘recém-separados’.

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A psicóloga Pamela Magalhães, especialista no atendimento de casais e responsável pelo documento, alerta que um dos problemas mais citados por casais, o esfriamento da sexualidade, é parte de uma questão maior, que envolve a falta de afeto e ternura. Após anos de relacionamento, muitos param de elogiar ou tentar agradar ao parceiro. “No começo, você dá o melhor de si porque está interessado na conquista. Com o tempo, vai relaxando, e essa segurança se confunde com acomodação. Mas a intimidade não significa desleixo”, explica. Não deixar de se arrumar ou de comprar presentes esporádicos é uma dica importante.

Pamela explica que a primeira pergunta que faz para os casais é: “O que vocês esperam com isso?” Segundo ela, se existe a vontade de estar junto, é possível salvar a relação. “Tudo depende do quanto acreditam naquela relação”, ressalta. Nas crises, um conselho é não culpar somente o outro. “É preciso pensar em como se pode contribuir”, sugere.

Outro dilema comum é como lidar com os filhos. Para Ana Elisa Vieira, psicoterapeuta de casais, a solução é simples: muita transparência. “O mais importante é conversar. Na medida em que as coisas são explicadas, isso fica claro para as crianças”, garante. O problema seria quando uma das partes começa a tentar afastar o filho da outra. “Quando ambos aceitam, a criança vai aceitando na mesma trajetória”, destaca.

Reportagem do estagiário Daniel Gullino

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