Começa novo julgamento por crimes cometidos na ditadura argentina

Réus são acusados de crimes contra a humanidade cometidos em complexo militar de Buenos Aires

Por O Dia

Argentina - Começou um novo julgamento por crimes cometidos durante a ditadura argentina. Nesta terça-feira foi a vez do ex-chefe do Comando de Institutos Militares do Campo de Maio Santiago Omar Riveros, Rodolfo Emilio Feroglio, do ex-diretor da Escola de Cavalaria vinculada aos Institutos Militares, o ex-delegado Carlos Daniel Caimi. Eles são acusados de crimes contra a humanidade cometidos no complexo militar, nos arredores de Buenos Aires, naquela época.

Eles serão julgados por crimes contra 14 pessoas, sendo que 11 sobreviveram e três continuam desaparecidas. As vítimas foram ilegalmente presas em quartos dentro da denominada "Área de Defesa IV", que dependia da guarnição militar do Campo de Maio, e estiveram ou foram vistas por testemunhas na delegacia de Villa Ballester.

Este é o 13º julgamento oral realizado por crimes contra a humanidade cometidos dentro da guarnição militar onde funcionaram quatro centros de detenção durante a ditadura, pelos quais passaram 5 mil detidos, sendo que apenas 50 sobreviveram.

Segundo informou hoje o Centro de Informação Judicial, o tribunal deve ouvir 45 testemunhas durante as audiências programadas. A última ditadura militar argentina (1976-1983) deixou pelo menos 30 mil desaparecidos, de acordo com organismos de Direitos Humanos.

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