Por gabriela.mattos

Estados Unidos - Um tribunal federal dos Estados Unidos condenou, nesta segunda-feira, a 20 anos de prisão um homem que tentou em 2013 explodir um carro-bomba no aeroporto de Wichita, no estado do Kansas, onde trabalhava como técnico aeronáutico e tinha acesso a zonas restritas.

Terry Lee Loewen, de 60 anos, foi preso em dezembro de 2013 quando tentava realizar um atentado suicida estacionando o veículo no subsolo do aeroporto, recentemente renomeado para Wichita Dwight D. Eisenhower National Airport, em homenagem ao ex-presidente americano (1953-1961). Loewen, que assumiu a culpa pela tentativa de usar uma arma de destruição de massa no último dia 8 de junho, queria executar o atentado em nome da jihad (guerra santa).

Até o momento da prisão, ele foi alvo de uma investigação federal por sua suposta periculosidade, explicou o Departamento de Justiça dos EUA em comunicado divulgado hoje. O FBI começou a acompanhar os passos do condenado em maio de 2013, quando ele chamou atenção ao ficar amigo de uma pessoa que publicava vários comentários a favor da jihad nas redes sociais.

Então, um agente infiltrado do FBI começou a se comunicar com Loewen se passando por outra pessoa. Depois de ele expressar o desejo de executar um atentado terrorista, o policial se ofereceu para encontrar alguém que pudesse ajudar no ataque. Nas conversas, segundo a Promotoria, Loewen confessou que estava "esperando o sinal verde de Alá" para realizar um violento ataque suicida contra alvos civis.

"Loewen também disse que era inspirado pelas técnicas de Osama bin Laden e do imã Anwar al Awlaki (assassinado em 2011 no Iêmen) e que tinha acessado na internet milhares de páginas com informações sobre a jihad", destacou o Departamento de Justiça. Dessa forma, Loewen passou meses estudando a planta do aeroporto, seus pontos de acesso e os horários dos voos.

Também comprou os componentes para fabricar uma bomba que explodiria quando o local estivesse com o maior número de passageiros. Em outubro de 2013, Loewen se encontrou no aeroporto com um segundo agente infiltrado do FBI, com quem terminou de preparar a bomba sem perceber que, na realidade, era ela composta por materiais não explosivos, detalha a nota do Departamento de Justiça.

Na sequência, em dezembro de 2013, o segundo agente envolvido no caso pegou o condenado em um hotel da cidade de Wichita e o levou até o aeroporto, onde Loewen utilizou seu cartão de identificação duas vezes antes de ser detido. No momento da prisão, a Promotoria classificou Loewen como um "lobo solitário", perfil usado pelas autoridades para descrever os indivíduos que cometem atentados terroristas em território estrangeiro de maneira isolada.

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