Por gabriela.mattos

Colômbia - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, classificou nesta quarta-feira como "absurdas" e "ridículas" as acusações do líder da venezuela, Nicolás Maduro, sobre supostos planos para assassiná-lo com "a anuência" de Bogotá. O líder colombiano atribuiu a escassez e a desvalorização do bolívar a um fracasso da economia venezuelana.

"Esses são acusações realmente absurdas, ridículas", declarou o governante ao instalar um conselho de ministros na cidade fronteiriça de Cúcuta, com a presença de embaixadores de 18 países credenciados em Bogotá. "Agora estão nos agredindo de Bogotá. Eu tenho provas e vou mostrar como está havendo uma campanha para me matar, infelizmente com a anuência e a vista grossa do governo da Colômbia, para assassinar o presidente Nicolás Maduro", afirmou o chefe de Estado venezuelano.

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, diz que acusações de Maduro são 'absurdas'Reuters

Segundo Santos, com essas afirmações "absurdas" Maduro afirma "que há uma espécie de complô paramilitar para assassiná-lo". O presidente Santos também desvirtuou as acusações venezuelanas de que os colombianos são "os culpados de seus problemas internos", entre eles o contrabando e a escassez de produtos básicos, que afirmou que "já crescem há muito tempo".

"O mundo inteiro sabe perfeitamente que a escassez dos produtos na Venezuela se deve a uma política econômica que fracassou, fracassou estrondosamente, que nada tem a ver com a Colômbia e com os colombianos", acrescentou o líder.

Na opinião de Santos, as alegações venezuelanas sobre ataques à sua moeda "também não têm nem pés nem cabeça" e rejeitou "com toda veemência" que se responsabilize a Colômbia pelos males venezuelanos. "Essas acusações não têm nenhum fundamento", acrescentou o ministro da Fazenda colombiano, Mauricio Cárdenas, que apresentou um panorama dos problemas da economia venezuelana, dos fluxos de comércio bilateral e do funcionamento do mercado cambial do país.

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