Brasileiro pode ser enforcado no Egito

Rapaz é preso ao tentar entrar com cocaína. Punição vai de perpétua à pena de morte

Por O Dia

Egito - Outro brasileiro vive o drama de ser preso por tráfico internacional de drogas em um país com leis severas para o crime, que vão da prisão perpétua à pena de morte por enforcamento. O paranaense Lucas Stormoski, de 20 anos, foi preso no Egito no último dia 9. Ele foi flagrado ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Cairo com 3 kg de cocaína presos ao corpo. No início do ano, pela primeira vez, dois brasileiros foram executados na Indonésia por tentar entrar no país com cocaína.

Lucas saiu do Brasil, fez escala na Etiópia e seguiu para o Egito com a ‘encomenda’. Conforme ele mesmo revelou, a promessa era de receber US$ 3,7 mil (aproximadamente R$ 12 mil). Toda a ação foi mostrada em reportagem especial de um canal de TV aberta.

A emissora mostrou o momento da prisão do brasileiro e ouviu as autoridades locais. À TV, Lucas disse ter sido enganado pelo traficante no Brasil. “Achava que levava viagra e suplementos alimentares, mas desconfiei”, disse ao canal de Tv egípcio.

Lucas mostrou-se arrependido. “Nunca passei por isso, sempre trabalhei, sempre estudei, mas uma oferta do nada chega lá em casa e eu não resisti. Estava precisando de dinheiro, como todo mundo precisa de dinheiro”, disse.

O jovem foi abordado assim que desembarcou carregando apenas uma mochila e usando bermuda. A bagagem foi revistada e nada foi encontrado, mas na verificação pessoal, foram localizadas as embalagens a vácuo, presas ao corpo.

A família do rapaz afirma que o jovem nunca se envolveu com o tráfico de drogas e que todos estão abalados. “Para a gente foi um baque muito grande. Está doendo demais", se emociona o tio do rapaz, Nilson Stormoski.

Em abril deste ano, Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi executado na Indonésia por tráfico de drogas. Ele passou mais de dez anos preso no país aguardando a sentença. Apesar de vários pedidos de clemência, inclusive da presidenta Dilma Rousseff, ele foi morto por fuzilamento.

O mesmo destino teve Rodrigo Gularte, de 42 anos. Preso em 2004 por tentar entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína, ele foi executado em maio também por fuzilamento. Ele foi fuzilado, mesmo com tentativa da defesa em suspender a execução, alegando que Rodrigo sofria de esquizofrenia.

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