Campanha da tuberculose terá o jogador Thiago Silva

Preconceito dificulta tratamento da doença, que mata 2,3 a cada 100 mil brasileiros

Por O Dia

Rio - em 2005, quando jogava no Dinamo Moscou, Thiago Silva foi diagnosticado com tuberculose. De volta ao Brasil, recebeu tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi curado e seguiu a carreira. O zagueiro agora estrela nova campanha do Ministério da Saúde que será veiculada este mês em rádios, TVs, outdoors e redes sociais para alertar sobre a importância do diagnóstico e do tratamento contra a doença.

Jogador que teve a doença aparece em outdoors, TVs e redes sociaisEfe

“Tuberculose existe, mas tem cura”, alerta o jogador no vídeo. Com o mote “testar, tratar e vencer”, a campanha quer ajudar a reduzir o preconceito sobre a doença. Peças da campanha alertam que pessoas com tosse por mais de três semanas — principal sintoma da doença — devem procurar um serviço de saúde. Além disso, não podem interromper o tratamento, que dura seis meses, para atingir a cura. O paciente deixa de transmitir após 15 dias de tratamento.

“A falta de informação, além de prejudicar o diagnóstico, produz preconceito e agrava a exclusão social. Muitas pessoas ignoram os sintomas ou ainda têm ideias antigas, não sabem que a tuberculose é uma doença curável”, explicou o diretor do Departamento de Vigilância em Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch.

Em 2014, foram realizados mais de 145 mil testes rápidos para diagnosticar a tuberculose. O teste “Gene Xpert” detecta a presença do bacilo causador em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento básico. O exame laboratorial tradicional pode levar até dois meses.

Atualmente, existem no mundo nove milhões de casos da doença. No ano passado, foram registrados no Brasil 68,4 mil casos novos de tuberculose e 4.336 óbitos, com uma taxa de mortalidade de 2,3 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2015, a meta do país é reduzir em 95% os óbitos e em 90% o coeficiente de incidência da doença até 2035.

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