Obama afirma que intervenção militar russa na Síria é um 'desastre'

Bombardeios da Rússia começaram na última terça-feira

Por O Dia

Estados Unidos - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez nesta sexta-feira uma crítica explícita à intervenção militar russa na Síria, iniciada nesta semana sob justificativa de combate ao grupo fundamentalista Estado Islâmico (EI, ex-Isis).

De acordo com Obama, a incursão "é um sinal de fraqueza" do regime de Bashar al-Assad, situação que obriga a Rússia a dar um passo além do envio de "armas e dinheiro" a Damasco. "Assad vacila e o envio de armas e dinheiro não é mais suficiente", comentou Obama em uma coletiva de imprensa.

Ele também afirmou que o único motivo pelo qual Assad ainda está no poder é a "disposição da Rússia e do Irã" de sustentá-lo. O norte-americano prometeu continuar apoiando os rebeldes moderados que combatem contra Assad desde 2011, quando eclodiu a guerra civil local.

Obama critica posição da Rússia na SíriaEfe

Rejeitando as acusações russas de que todo opositor de Assad é terrorista, Obama classificou a estratégia militar de Putin como um "desastre", pois, segundo ele, fortalece ainda mais o EI. "O regime de Assad cairá. A coalizão de Putin é com Irã e Assad.

O resto do mundo está em coalizão conosco", argumentou Obama, referindo-se ao agrupamento que reúne os EUA e países europeus desde o ano passado em bombardeios contra o Estado Islâmico. Negando que Washington esteja em "guerra" com Moscou, Obama afirmou que pretende "manter as portas de comunicação abertas com os russos, mas não se pode trabalhar junto de alguém que não admite que o governo da Síria deva cair".

Após discursos de que a comunidade internacional deveria criar uma coalizão que incluísse Assad e o Irã na luta contra o EI, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu para o Parlamento autorizar o envio de militares à Síria para bombardeios de alvos dos jihadistas.

Os ataques começaram há três dias. Alguns bombardeios, porém, aconteceram em cidades onde não há a presença dos extremistas, como Homs, o que levantou suspeitas de que a incursão russa teria outros objetivos além do combate ao EI, como o enfraquecimento dos rebeldes apoiados pelos EUA e o apoio ao regime de Assad.

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