Por clarissa.sardenberg

Afeganistão - A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou nesta terça-feira que está trabalhando com a suposição de que o bombardeio aéreo a um hospital da entidade na cidade afegã de Kunduz neste fim de semana foi um "crime de guerra".

O bombardeio deixou a região sem nenhum centro sanitário, e 300 mil pessoas não contam com atendimento médico especializado, denunciou a ONU nesta terça-feira.

Ataque em base do Médico Sem Fronteiras deixou 22 pessoas mortasEFE

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, prometeu uma investigação completa para determinar se o Exército norte-americano teve envolvimento no ataque ao hospital, em que 22 pessoas morreram, mas alertou que iria demorar para juntar informações.

Joanne Liu, presidente do MSF Internacional, disse em nota: "Comunicados do governo afegão informaram que forças do Taliban estavam usando o hospital para atirar contra forças da Aliança. Esses relatos implicam que forças afegãs e norte-americanas trabalhando juntas decidiram derrubar um hospital totalmente funcional, o que pode ser julgado como um crime de guerra".

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