Papa Francisco pede perdão por escândalos recentes na Igreja

Nos últimos dias, houve um clima de tensão na Santa Sé devido à uma carta escrita por 13 bispos para o pontífice

Por O Dia

Cidade do Vaticano - Discursando de improviso na audiência geral desta quarta-feira, o papa Francisco pediu perdão a escândalos que afetaram recentemente a capital Roma e o Vaticano, mas sem especificar quais seriam as situações.

"Jesus é realista e é inevitável que aconteçam escândalos. Antes de iniciar a nossa catequese, queria pedir perdão, em nome da Igreja, a todos os escândalos que caíram sobre Roma e o Vaticano. Peço perdão", disse o argentino Jorge Mario Bergoglio, diante de centenas de fiéis reunidos na Praça São Pedro para a semanal audiência geral, que foi dedicada às crianças.

Papa Francisco saudou fiéis em sua chegada à Praça São Pedro nesta quarta-feira EFE

Francisco formulou seu pedido de perdão antes da missa, mas não forneceu mais detalhes sobre os escândalos aos quais se referiu.

Nos últimos dias, houve um clima de tensão na Santa Sé devido à divulgação de uma carta escrita por 13 bispos e endereçada ao Papa, na qual os religiosos denunciaram o funcionamento do Sínodo sobre a Família, que ocorre no Vaticano até o fim do mês.

Na missiva, entregue a Francisco pelo cardeal australiano George Pell, os 13 bispos, conservadores, acusaram o Papa de favorecer a ala liberal durante os debates do Sínodo, propondo uma aproximação da Igreja com os gays e divorciados.

Datada de 5 de outubro, a carta afirma que o Sínodo foi "desenhado para facilitar resultados predeterminados". A divulgação da carta foi comparada com o vazamento, em 2012, durante o Pontificado de Bento XVI, de documentos secretos da Igreja, episódio que ficou conhecido como "Vatileaks" e teria contribuído para a histórica renúncia do alemão Joseph Ratzinger.

Além disso, na semana passada, o padre Krzysztof Charamsa admitiu que é homossexual e que mantém um relacionamento amoroso, causando polêmicas na Igreja, que o afastou. A imprensa italiana também divulgou recentemente um documento assinado por mais de 100 católicos da Paróquia de Santa Teresa de Ávila, em Roma, que denunciavam a presença de sacerdotes em locais frequentados por gays e onde há consumo de drogas e bebidas alcoólicas.

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