Mark Zuckerberg faz discurso em mandarim em universidade na China

Criador do Facebook ganhou elogios de chineses, que ficaram impressionados com sua habilidade no idioma

Por O Dia

China - O executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, surpreendeu o público que foi ouvi-lo na prestigiada Universidade Tsinghua, em Pequim, ao fazer um discurso em mandarim de pouco menos de meia hora sobre a missão de sua rede social.

Zuckerberg, casado com Priscilla Chan, sino-americana, narrou ao público no sábado as conquistas e metas de sua empresa e depois publicou o vídeo na rede social, aonde contou que era a primeira vez que fazia um discurso integralmente em mandarim. Ele disse se tratar de um "honra" falar para os estudantes, já que muitos deles, disse, "serão os próximos líderes globais em tecnologia, negócios e política".

Mark Zuckerberg surpreendeu com discurso em mandarim e ganhou elogios de chineses Reprodução Facebook

Na China, o Facebook aind aé proibido e só acessável se for utilizado um serviço de VPN (conexão virtual a redes estrangeiras que serve para contornar a censura). Usuários da popular e equivalente rede social Weibo elogiaram a ousadia de Zuckerberg de fazer o discurso em mandarim depois de uma primeira sessão de perguntas e respostas nessa mesma universidade ano passado ter mostrado as limitações do criador do Facebook na língua. 

"Mark, realmente admiro sua capacidade para se comunicar em chinês. Estou impressionada com seu vocabulário e fluência. Ainda tem trabalho pela frente na pronunciação e nos tons, mas tudo chegará", escreveu uma internauta no Weibo. Zuckerberg se uniu à junta da Escola de Economia de Tsinghua ano passado e manifestou há muito tempo seu interesse no mandarim não só por motivos profissionais, mas para poder se comunicar com a parte da família de sua esposa que só fala este idioma.

Em setembro, Zuckerberg se reuniu com o presidente da China, Xi Jinping, quando ele estava em viagem de Estado nos EUA e conversaram em chinês. Sua atitude com a China, como quando deixou uma biografia de Xi sobre a mesa de seu escritório no Facebook quando a sede foi visitada por membros do governo chinês há um ano, foi criticada algumas vezes por evidenciar sua ânsia de entrar no grande mercado da potência asiática.

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