Ativista pede apoio de Dilma contra Maduro

Mulher do líder da oposição venezuelana quer se encontrar com a presidenta

Por O Dia

Venezuela - A mulher do líder oposicionista venezuelano Leopoldo López e ativista dos direitos humanos, Lilian Tintori, de 37 anos, lançou um apelo à presidenta Dilma Rousseff, com quem quer se encontrar. Em conversa com a BBC Brasil, após a abertura da Assembleia Geral da ONU, Lilian declarou: “Peço a Dilma Rousseff que não seja uma voz cúmplice do (presidente) Nicolás Maduro. Espero isso da presidenta como mulher e mãe, que conhece a tortura, o encarceramento e sabe o que é a violação de direitos fundamentais. Precisamos que o governo brasileiro se pronuncie de forma contundente e rejeite a condenação feita a Leopoldo López.”

O presidente da Venezuela Nicolás Maduro governa o país desde 2013 após a morte de Hugo ChávezEPA

Opositor do governo de Maduro, López, de 44 anos, foi condenado, no dia 10 de setembro, a 13 anos e 9 meses de prisão por liderar protestos contrários ao governo em 2014. Segundo a Justiça venezuelana, ele seria o autor intelectual das manifestações que deixaram 43 mortos, 600 feridos e 3,5 mil detidos. Ele foi acusado de incitação ao crime, incêndio, danos à propriedade pública e associação para o crime.

“Condenaram Leopoldo López injustamente sem provas ou testemunhas”, disse Lilian. Segundo ela, o marido sofre pressão psicológica no presídio de Ramo Verde, ao sul de Caracas. Ele é mantido em condições desumanas numa solitária de 2m x 3m e já foi impedido de receber visitas por nove meses. “Não deixam a Cruz Vermelha entrar, nem jornalistas ou familiares. Leopoldo vive em solidão, perseguido e vigiado. Roubam seus pertences e até uma foto da família foi rasgada quando ele mudou de cela”, acusa.

Lilian diz que foi à ONU para se encontrar com líderes de governo e pedir apoio para a libertação de López.

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