Charlie Hebdo satiriza atentados terroristas em Paris

Semanário foi alvo de ataque em janeiro deste ano e 12 pessoas foram assassinadas a sangue frio em redação

Por O Dia

França - O semanário francês "Charlie Hebdo", que foi vítima de ação terrorista em janeiro deste ano, ironizou os atentados que mataram 129 pessoas na última sexta-feira em Paris. "Eles têm armas. Que se dane, nós temos champagne", diz a capa da edição que vai às bancas nesta quarta-feira.

Capa do Charlie Hebdo após ataques terroristas em série em Paris Reprodução Internet

Ilustrada com um homem perfurado enquanto bebe, segurando uma garrafa, a capa é uma provocação direta aos terroristas.

A imagem foi divulgada no Twitter e pela mídia internacional, mas ainda não está disponível no site do periódico.

A sede da redação do Charlie Hebdo, em Paris, foi atacada após uma capa com uma charge do profeta Maomé. Ao todo, 12 pessoas morreram no ataque.

Na época, a edição provocou polêmica e levantou um debate a respeito de excessos da publicação, que foi considerada ofensiva por muçulmanos. 

Os cartunistas Wolinski, Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb e também editor do jornal, Jean Cabu e Bernard Verlhac, conhecido como Tignous e Phillippe Honoré foram mortos a sangue frio por terroristas.

Também foram assassinados o vice editor Bernard Maris, o revisor Mustapha Ourad e a psicanalista Elsa Cayat.

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