Putin promete caçar terroristas 'em qualquer lugar do mundo'

Presidente conversou por telefone com François Hollande e ações militares contra o EI serão coordenadas com a França

Por O Dia

Rússia - O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu caçar os responsáveis pela explosão de um avião comercial russo sobre o Egito e intensificar os ataques aéreos contra militantes islâmicos na Síria, depois de o Kremlin concluir que uma bomba destruiu a aeronave no último mês.

"Iremos encontrá-los em qualquer lugar do planeta e puni-los", afirmou Putin em uma reunião no Kremlin, transmitida pela televisão nesta terça-feira. O serviço de segurança FSB rapidamente anunciou uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações sobre os autores da ação.

Vladimir Putin garantiu que vai encontrar responsáveis por bombardear avião russo no Egito EFE

A Rússia lançou nesta terça-feira um ataque em massa com bombardeiros estratégicos e mísseis de cruzeiro contra as posições do Estado Islâmico (EI) na Síria. Realizamos um ataque aéreo em massa contra alvos do EI no território da Síria. O número de missões aéreas dobrou", disse Sergei Shoigu, ministro da Defesa, à imprensa local.

Rússia e França unidas

Putin conversou por telefone com o presidente francês, François Hollande, com o qual concordou em coordenar as ações militares de ambos os países contra o EI. De acordo com o Kremlin, Putin e Hollande discutirão pessoalmente a cooperação contra o terrorismo jihadista no dia 26 de novembro em Moscou, depois que o líder francês se renir com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"É preciso estabelecer contato direto com os franceses e trabalhar com eles como aliados. Devemos elaborar um plano de ações conjuntas tanto no mar como no ar", afirmou Putin. O presidente russo ressaltou que "em breve" chegará ao Mediterrâneo Oriental uma pequena frota de navios militares franceses liderados pelo porta-aviões Charles de Gaulle.

Prisões no Egito 

Autoridades egípcias prenderam dois funcionários do aeroporto de Sharm al-Sheikh por ligação com a derrubada do avião de passageiros, disseram duas fontes da área de segurança nesta terça.

"Dezessete pessoas estão detidas, duas delas são suspeitas de terem ajudado quem quer que tenha plantado a bomba no avião no aeroporto de Sharm al-Sheikh", disse uma das fontes.   

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