Por bferreira

Rússia - As tensões entre a Rússia e a Turquia culminaram ontem com a decisão do presidente Vladimir Putin de mandar que os cidadãos russos abandonem o país árabe, ante a “ameaça terrorista”. A crise diplomática foi aberta após a derrubada do caça militar russo por forças turcas na terça-feira e a morte de um piloto. O incidente provocou onda de protestos na Rússia, e a embaixada da Turquia em Moscou foi apedrejada por manifestantes.

Putin pediu que os cidadãos russos abandonem a TurquiaEfe

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores russo pediu que os cidadãos que se encontram na Turquia voltem para casa. “Dadas as atuais ameaças terroristas em território turco, recomendamos uma vez mais aos russos que se encontram lá por motivos pessoais que voltem para a Rússia”, informou o ministério.

A Turquia convocou ontem diplomata russo para denunciar “ataques físicos” contra sua embaixada e empresas turcas. “Estamos consternados em ver nossas representações na Rússia e as empresas serem vítimas de ataques físicos”, lamentou o governo turco, que pediu ao Kremlin medidas de segurança adicionais urgentes.

Reino Unido contra o EI

As forças de coalizão que combatem os extremistas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque podem ganhar reforço de peso. Ontem, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu ao Parlamento aval para que a Força Aérea do Reino Unido se junte aos ataques aéreos de americanos, franceses e russos contra os jihadistas. Cameron disse a parlamentares que a Grã-Bretanha não pode “terceirizar a sua segurança para outros países”.

A Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento criticou a extensão dos ataques aéreos para a Síria no início do mês. Mas desde que o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pela massacre de de 130 pessoas em Paris, parlamentares que estavam relutantes em lançar novos bombardeios passaram a reconsiderar tais medidas.

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