Por bferreira

Brasília - O governo brasileiro pediu ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que investigue com rigor o assassinato de Luis Manuel Díaz, opositor que dirige o partido Ação Democrática (AD), na quarta-feira, como forma de dar lisura às eleições legislativas marcada para o dia 6. Díaz foi morto a tiros em um comício no Estado de Guárico. Ele era um dos líderes da coalizão de oposição Mesa de Unidade Democrática e discursava ao lado de Lilian Tintori – mulher de um dos principais líderes da oposição, Leopoldo López, condenado a 14 anos de prisão. Os tiros partiram de um carro que passou em alta velocidade.

Nicolás Maduro nega acusaçõesEPA

“Ao condenar com firmeza esse lamentável incidente, o governo brasileiro recorda que é da responsabilidade das autoridades venezuelanas zelar para que o processo eleitoral que culminará com as eleições no dia 6 de dezembro transcorra de forma limpa e pacífica, de modo a permitir que o povo venezuelano exerça com tranquilidade seu dever cívico”, diz trecho da nota, divulgada pelo Itamaraty.

Comunicado cobra que o governo venezuelano mantenha a ordem durante o processo de eleições. “O governo brasileiro confia em que o governo venezuelano atuará para coibir quaisquer atos de violência ou intimidação que possam colocar em dúvida a credibilidade do processo eleitoral em curso e a legitimidade dos resultados da votação.”

O representante nacional da Ação Democrática, Henry Ramos, e Lilian Tintori atribuíram o assassinato ao Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), de Maduro, que negou com veemência a acusação.

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