Mulher de Nicolás Maduro reitera que governo aceitará resultado eleitoral

Venezuela foi às urnas neste domingo para votar no próximo presidente do país

Por O Dia

Venezuela - A esposa do presidente Nicolás Maduro, Cilia Flores, candidata à deputada nas eleições legislativas realizadas no país neste domingo, afirmou que o governo aceitará os resultados das urnas, sejam eles favoráveis ou não.

"Eu ratifico o que disseram o presidente Maduro e o chefe do comando de campanha do Grande Polo Patriótico (GPP, a coalizão governista), Jorge Rodríguez. Nós vamos aceitar e acatar os resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE)", disse Flores aos jornalistas após registrar seu voto.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu neste sábado que os cidadãos do país deem um "exemplo de paz e democracia"EPA

O presidente da Venezuela pediu ontem à noite que os cidadãos do país deem um "exemplo de paz e democracia". E ressaltou que "respeitará os resultados eleitorais que emanem da vontade popular, de maneira estrita e implacável".

Flores, que é chamada pelo marido de "primeira combatente" e rejeita o título de primeira-dama, ressaltou que a apuração eleitoral será uma "palavra santa" e refletirá a "vontade do povo e democracia" da Venezuela. "O pedido é que cada homem e cada mulher saia hoje e vote. Que seus corações estejam tranquilos e que possamos dizer ao mundo que os venezuelanos são homens e mulheres de amor", afirmou Flores, que tenta voltar a Assembleia Nacional.

A esposa de Maduro lembrou que faz exatamente 17 anos, no dia 6 de dezembro de 1998, que Hugo Chávez foi eleito pela primeira vez presidente da Venezuela, cargo que manteve até sua morte, em março de 2013, vítima de um câncer.

"Foi a primeira grande vitória do comandante eterno quando começou esse processo protagonista de democracia participativa", afirmou Flores sobre a ascensão de Chávez ao poder. Quase 19,5 milhões de venezuelanos vão às urnas para escolher os 167 membros da Assembleia Nacional, que atualmente é dominada por deputados aliados ao governo de Maduro.

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