J.K. Rowling diz que Voldemort está 'longe de ser tão ruim' quanto Trump

Internet se encheu de comparações depois do candidato à Casa Branca defender que muçulmanos sejam banidos

Por O Dia

Estados Unidos - Após declarar que muçulmanos deveriam ser banidos de entrar nos Estados Unidos e defender um cadastro para rastrear os que estão no país, o candidato republicano à Casa Branca Donald Trump se viu criticado por todos os lados. Até a autora de Harry Potter resolveu se manifestar a respeito quando, no Twitter, internautas começaram a chamar Trump de Lorde Voldemort. "Que horrível. Voldemort estava longe de ser tão ruim", disse a britânica J.K. Rowling nesta terça-feira.

Trump foi chamado de Voldemort no Twitter e J. K. Rowling não gostouda comparação que personagem sofreu%3A 'Está longe de ser tão ruim'Reuters e Reprodução Warner

A declaração de Donald Trump ocorreu nesta segunda-feira. Ele usou o atentado da última semana em San Bernardino para justificar seu pensamento absurdo. O "Comunicado de Donald Trump para impedir a imigração muçulmana" defende a suspensão da entrada de muçulmanos nos EUA "até que sejamos capazes de determinar e entender esse problema e o perigo que representa."

A Casa Branca divulgou em comunicado que a posição de Trump "é contrária aos valores dos Estados Unidos e aos interesses de segurança nacional".

Trump vem causando polêmica com seus discursos considerados racistas e extremamente preconceituosos não só com imigrantes. Há poucos dias, ele imitou um jornalista deficiente em uma coletiva de imprensa julgando estar sendo engraçado — a revolta foi geral e o ato considerado um ultraje. O candidato à presidência tentou reverter a situação dizendo que "não estava fazendo piada" com o homem, mas de nada adiantou.

No último dia 20, uma jovem muçulmana que vive em Los Angeles respondeu a uma das "propostas" do candidato em um post que viralizou na web. "Querido Donald Trump, meu nome é Marwa e eu sou muçulmana. Já que o Sr. quer que usemos crachás para sermos identificados, escolhi um para mim, o sinal da paz, que representa o meu Islã", escreveu Marwa Balkar. Em sua publicação ela convida Trump a acompanhá-la, já que deseja "rastreá-los", em sua mesquista e ver como promove a interação entre religiões e outros. "Talvez se você seguisse meus passos pudesse ver que não sou menos humana do que você", finalizou a jovem.

Últimas de _legado_Mundo e Ciência