Desabafo de um pai: 'Se soubesse dos ataques, teria matado meu filho antes'

Pai do terceiro terrorista identificado como autor do massacre em Paris já tinha advertido o filho

Por O Dia

França - Um um desabafo dramático, o pai do jovem francês Mohamed Foued-Aggad, de 23 anos, identificado como terceiro homem-bomba dos ataques que mataram 130 pessoas em Paris, disse que “teria matado” o filho antes, se soubesse o que ele planejava. Said fez as declarações ontem, logo após a polícia francesa divulgar exame de DNA confirmando Aggad como um dos terroristas que atuaram no ataque à casa de shows Bataclan, matando 90 pessoas, em 13 de setembro.

“Se eu soubesse que um dia ele iria fazer algo assim, eu o teria matado antes”, afirmou Said a repórteres em frente à sua casa em Bischheim, um subúrbio de Estrasburgo. Said afirmou que Aggad se intitulava um jihadista e já tinha participado de conflitos na Síria e Iraque. Ele teria advertido o filho quanto ao perigo da radicalização, mas tudo foi em vão. “Pensei que ele iria acabar morrendo na Síria ou Iraque, mas nunca imaginei que voltaria para fazer isso”, lamentou.

O massacre no Bataclan foi o mais sangrento dos atentados a tiros e bombas reivindicados pelos radicais do Estado Islâmico que deixaram 130 mortos em diferentes pontos da capital francesa.

Os outros dois terroristas que invadiram a casa de shows com Aggad também são franceses. Ismail Mostefai, 29, e Samy Amimour, 28. Ambos eram moradores da periferia de Paris. Os três morreram no local após o ataque.

Ataque mata 8 em mesquita

Em Bagdá, em um novo atentado reivindicado pelo Estado Islâmico, um homem-bomba matou ontem ao menos oito pessoas e deixou 19 feridas do lado de fora de uma mesquita xiita na capital iraquiana. Mas a tragédia poderia ser maior, segundo a polícia. “O agressor suicida tentava entrar na mesquita, que estava lotada, antes de um guarda pará-lo. Então ele se explodiu”, disse um policial próximo ao local do ataque.

Em um comunicado postado online, o Estado Islâmico informou que o ataque tinha como alvo “rejeicionistas”, termo usado por militantes sunitas para descrever muçulmanos xiitas. A polícia informou que uma operação de busca teve início de imediato para prender outros suspeitos. Só no mês passado, 888 iraquianos foram mortos e 1.237 ficaram feridos em atos de terrorismo envolvendo o EI.

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